sexta-feira, 27 de julho de 2007

Os sinais luminosos de uma noite de quinta...


Noite quente a de ontem... Finalmente! Cheirou-me a Verão, a praia, a festa, a férias (falta só uma semana..)... Noite boa, divertida, leve, e fresquinha só quando bebericava o meu gin tónico... Jantar de amigos com saída à posteriori.. coisa louca de se fazer depois de uma semana com médias de sono a rondar as 5/6 horas noite. Hoje foram só 4 horitas, que é para o corpo se habituar. Fui ao Kubo, edificio branco em U, todo aberto, bom para ver as estrelas e o reflexo da Lua (quase cheia) no nosso rio. Decoração minimalista, com muitas lanternas e velas (e ainda me questiono quem é o desgraçado que tem de as acender...).. Música boa, com potencial a melhorar... Tudo muito giro, mas desapropriado para quem quer dançar. Ali qualquer movimento mais ousado pode ser fruto de olhares incriminatórios que rodeiam o balcão. Deu para mexer os joelhos e os ombros...;) Com alguns gins tónicos e alguma ousadia, a noite foi entrando pela madrugada... O caminho para casa foi antecedido da tipica coca-cola para aliviar qualquer sensação mais tremida.. Pensei que nunca mais chegaria a casa, à minha cama... Apanhei duas mega-operações stop uma a seguir à outra. Estradas cortadas, carros patrulha com as luzes apagadas, e dezenas de agentes da autoridade na Av.Ceuta com aqueles sinais luminosos a indicarem onde estacionar...Nas duas tive que soprar o balãozito e mostrar os documentos do MZ, que nestas alturas de aperto gostam de se esconder entre a papelada que vive no meu porta luvas desde sempre.. O primeiro policia, Sr.Agente Tiago Esteves, jamais esquecerei este nome... tinha uma cara simpática, não obstante ser "achobiador" (trocar os "s" pelo som "ch")...Fez questão de me relembrar que tinha feito anos à pouco tempo, e que tinha 28 anos... "A Xô Dona Marta fez, ora bem... deixe cá "ber"... vintóito ... idade bonita, shim sra...." Ora não percebi se era só para meter conversa, ou se para testar a minha velocidade de raciocinio naquela hora crítica, antes do sopro derradeiro..0,33, luz amarela, sem consequências. Ainda falam mal da Coca Cola. Depois de uma segunda paragem, desta vez sem polícia achobiador, mas com outro que não acreditou que eu já tinha sido "controlada" 300 mts atrás, e já mais irritada, lá consegui seguir para casa no meu querido MZ, sempre com a Lua enorme a olhar para mim, sem mais sinais luminosos a indicarem o caminho que só podia ser para um sitio ... o tão desejado vale dos lençóis.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

a magia do meu cinema


o primeiro filme que vi no cinema foi a "Branca de Neve e os Sete Anões". Tinha uns 4 anos e lembro-me vagamente.. Daí seguiu-se o E.T. , Neverending Story, Indiana Jones... A saga nunca mais terminou e hoje posso dizer que adoro cinema. Não vejo os filmes todos, não sou disciplinada como algumas pessoas que antes da noite dos óscares já os viram todos. Como em tudo o que gosto, vou quando quero, sem rotinas e sem obrigações. Na memória tenho vários cinemas, salas e filmes que me marcaram.. Em Mira havia um Cine-Teatro mto velho, as cadeiras faziam doer as costas, eram de madeira penso eu... Na Nazaré, quando passava por lá os meses de férias (saudosos tempos de 3 meses de férias), via os filmes todos, que normalmente eram aqueles que durante o ano só passavam em Lisboa e depois no Verão podiamos ver. Quando vim para Lisboa (há 10 anos), o meu cinema passou a ser o Monumental, por ser o mais perto de casa. .. e também porque não tinha aquela confusão de pessoas, baldes de pipocas e barulhos de palhinhas a sugar a Coca Cola Large... a magia que eu encontro no Cinema é simplesmente esta... uma sala escura onde se pode ver, sentir, ouvir um filme que passa numa tela gigante. Não é suposto mais nada existir além disto. A fórmula para mim é básica. Ontem fui ao Quarteto com uma amiga. Já não ia há algum tempo. Está igual, vazio, com as mesmas pessoas que vão, como eu, pelo filme e não por mais nada. O ambiente é um pouco diferente das grandes superfícies... Não tinha MB e tivemos q pagar os bilhetes com cheque, correndo o risco de perdermos o filme.. Não tem publicidade de meia hora antes do filme, nem trailers, nem Rãs a cantarem a dizer para desligarmos os telemóveis. Não tem pipocas. Não tem baldes de Coca cola. Tem o filme. Tem uma única pessoa a vender os bilhetes, que é a mesma que serve no balcão. Tem intervalo para podermos respirar, fumar para quem fuma, comentar com quem está connosco se está a gostar ou não... Para mim tem muito mais do que há primeira vista possa parecer um velho cinema que está na mesma há mais de 20 anos. É autêntico, tem um cheiro característico a madeira, é genuíno e para mim tranquilizador. Mesmo que não se consiga beber o chá de limão no curto intervalo, alguém do balcão diz para levar a chávena para dentro da sala, que não há problema... Pelo menos não faz o mesmo barulho das palhinhas e sabe bem melhor!

My car was washed


MZ lavadinho... Parece um Ferrari, mas sem Cavalo (e tb lhe faltam os cavalos no Motor...)
Depois de mais uma corrida pelos magnificos terrenos do Estádio Universitário - para mim aqui é que se localiza o verdadeiro pulmão da cidade..preservem-no por favor!!! - , com um ar de pelintra, toda transpirada do jogging...Decidi ir lavar o meu carro, que já não tinha essa sorte há uns meses! Depois da lavagem automática, que tive de assistir do lado de fora do carro, estive uns bons minutos a aspirar desenfreadamente o pó, o lixo, os ácaros e demais habitantes dos tapetes do meu carro. Agora está limpinho, lavadinho, uma maravilha!
Lavagem que é lavagem tem de envolver encontros imediatos com objectos que não via há meses. Encontro sempre alguma coisa que me fez falta num determinado dia, mas que no presente já não faz falta.. Desta vez coube a sorte a umas havaianas que pensava que tinha perdido algures. Afinal lavar o carro não serve só para eliminar a sujidade do tablier e deixar de poder fazer desenhos...tb serve como guichet de "perdidos e achados"!
Escusado será dizer que choveu na segunda-feira..Todos viram não foi?

terça-feira, 10 de julho de 2007

origens...


terça feira


já passou segunda (a muito custo...)


já passou a constipação e os bichos (com mta ajuda do bacardi lemon de sábado, é um facto...)


já passou o fds, e passou a correr como se prezam os fds que começam à sexta pelas 19 e.......qdo damos por nós é domingo, 23 horas..hora neura.


Como diz alguém que eu conheço, os melhores amigos são aqueles da nossa infância. Apesar de concordar em parte, a amizade não é como o vinho, não se mede pela antiguidade.. Os sentimentos não se medem, sentem-se e pronto. Tenho amigos de poucos anos que valorizo tanto como os amigos de infância. São todos especiais, os que são amigos são-no com a mesma intensidade, quer me tenham conhecido desdentada aos 5 anos, quer tenham assistido às primeiras quedas de bicicleta (muitas, muitas), quer tenham gritado "eferreáááááá" na benção das fitas, quer me conheçam agora, antes, depois...


este fds voltei às origens. Estive "na Mira", com os meus amigos "da Mira" (faltou uma barriga de golfinho por lá...), na minha "casa da mira", e foi bom, muito bom mesmo. Não aconteceu nada de extraordinário, não houve divulgação das 7 Maravilhas, a Jennifer Lopez não deu à costa.. A vila encheu de malta, de gente boa... Na mata havia paintball, jogos tradicionais, camas elásticas, helicoptero para ver a serra de cima.. Havia jola, bifana e pipoca... Principalmente sentiam-se boas energias, abraços de amigos que não se vêem há muito, gargalhadas, novidades boas, outras menos boas.


Foi um regresso reconfortante às origens. Apesar de sentir que tudo está diferente, mesmo que as ruas tenham o mesmo nome, e o velho carvalho continuar por lá... A perspectiva é diferente e quem a vê também.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

nua e crua...



há uma tarefa dificil de levar a cabo por aí, mas parece que tem de ser, dizem.. Nem sempre podemos levar a verdade às costas e mostrá-la ao mundo... Quando era miúda, era bem tímidazinha...e quando não queria falar, não falava. O mundo permitia-me essa benesse. Hoje em muitas situações, mesmo tímidos ou não, temos de deixar a nossa "verdade" de lado, meter a bela máscara e ser como esperam que sejamos... Digo e repito, em muitas situações tem de ser. Quantas vezes temos de fazer algo que se pensarmos bem é oposto à nossa verdade? Muitas.



A verdade fica para nós. O importante aqui é não a perdermos de vista...



só que por vezes a verdade marota sai dos carris e vem à tona... e aí pode doer a quem assiste, a quem ouve ou mesmo pode sobrar para nós. As piores discussões, as que magoam mais acontecem quando as verdades são transmitidas.. É nu e cru. Não há volta a dar. Cada um tem a sua forma de enfrentar tamanho monstro. Mesmo assim prefiro a crueza da verdade ao artíficio da mentira.



A máscara todos nós temos de ter uma, ou duas, ou mais conforme as capacidades de cada um.



Mostramos as máscaras ao mundo que nos rodeia sem qualquer receio. As nossas máscaras ou pretendem agradar, ou desagradar, podem querer marcar a diferença, ou por e simples passar despercebido. Em poucas situações mostramos quem somos verdadeiramente... pode ser considerado um acto de fraqueza e isso é sinónimo de "inapto", "incapaz", entre outros rótulos.


No mundo do trabalho, este universo carnavalesco é ainda mais evidente. Imagino com frequência as verdades por trás de muitas máscaras... Tenho aprendido umas coisas sobre mim e sobre as minhas máscaras. Numa determinada situação há pouco tempo, deixei caír uma das minhas máscaras, e a verdade crua mostrou-se com todo o seu esplendor. A estranheza com que lidaram com isso e as perguntas que vieram depois, trouxeram-me conclusões interessantes...



Viver não custa, custa é saber viver... E é neste saber viver que eu incluo os mecanismos de esconder a minha verdade crua, mas preciosa que só quem eu quero é que conhece.


i knew a girl her name was truth

she was a horrible liar

she couldn't spend one day alone

but she couldn't be satisfied

when you have everything

you have everything to lose

she made herself a bed of nails

and she's planning on putting it to use

but she had diamonds on the inside

she had diamonds on the inside diamonds

a candle throws its light into the darkness

in a nasty world so shines a good deed

make sure the fortune that you seek

is the fortune that you need

tell me why

the first to ask is the last

to give every time

what you say

and do not mean

follows you close behind

she wore diamonds on the inside diamonds

like the soldier long standing under fire

any change comes as a relief

let the giver's name remain unspoken

she is just a generous thief

she had diamonds on the inside

she wore diamonds on the inside diamonds
(Ben Harper-2003)

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Dasex do Dariz.......


nariz entupido, garganta seca, dores no corpo, desde a ponta do dedo dos pés até ao cabelo...

tou com gripe, daquela q arrasa qualquer alminha..

o meu corpo pede, grita, implora por cama, almofada, endredon...é para lá q vou agora. é o único destino consentido.

já tomei cházinho de limão, de menta, com mel, sem mel...já tomei benurons, fluimucil, antinflamatorios de toda a espécie... e nada. Continua a saga do espirro, espirro, espirro, lenço, lenço, lenço... Já não respira, narina esquerda entupida, e depois a direita, mete as gotas Nasex, funga, funga, funga...ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

até o meu nariz morcegão (como diz um amigo do peito!) não aguenta esta chacina, fica ainda mais vermelho, com peles, ferido, dorido..torna-se alérgico a tantos Kleenex...

A pergunta impõe-se: Porquê Gripe em pleno Verão? Por que é que tenho de sentir frio, quando todos à minha volta se despem com o sol a aparecer (finalmente, será q é desta???)... não entendo.. Estou a formular esta teoria de que o Virus da Gripe de Verão é mais forte do que o Vírus de Gripe de Inverno.. Faço um pequeno/grande recuo temporal e relembro aquela série do "Era uma vez a Vida"... Alguém se lembra desta maravilha? Passava os domingos de manhã a ver isto, mil vezes isto do que a catequese (irra..).. Voltando ao meu pequeno delirio.. O exército de bichos roxos que constituem o batalhão do Vírus de Gripe de Verão são mais fortes e em maior número... porque atacam menos organismos e quando o fazem, levam os seus melhores soldados... Daí ser muito mais díficil atacar o Virus de Verão... Será? não sei

Vou ter um encontro imediato com o meu edredon e claro...com o Nasex...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

um medo bom







a sensação de vazio, vento, espaço sobre os pés.... e o som do ar que bate no cabelo, na cara, que faz fechar os olhos.......



o grito surdo que a garganta já não consegue emitir..........



o nada e o tudo...



o saltar para lá do vento sem olhar para baixo, em frente está lá



... o horizonte.






lindo, para repetir mesmo com medo de alturas.