terça-feira, 31 de março de 2009

Living in Lisbon


Viver em Lisboa nem sempre é sinónimo de qualidade de vida. Viver e comprar casa em Lisboa pressupõe que quem faça esta escolha tenha consciência do verdadeiro caminho das pedras que vai ter de percorrer para encontrar uma habitação habitável (passo a expressão), longe do barulho estridente das ruas com mais tráfego (e quando falo em tráfego sei do que falo, autocarros, ambulâncias e demais veículos que circulam dia e noite...), se possível evitando as proximidades com bairros sociais e afins...e a um preço acessível, sendo esta parte o verdadeiro desafio...
É com alguma tristeza que assisto à degradação da grande maioria dos prédios no centro de Lisboa, onde podiam habitar (em vez de pombos, ratazanas, ratos e seus familiares), pessoas novas, jovens, pessoas mais ou menos novas... pessoas com "Bom Feeling" que gostam de varandas com flores e gaiolas giras com canários e piriquitos...que apreciam a vida citadina, sem esqueçer os espaços verdes que ela pode oferecer... pessoas que gostam de trilhar tudo a pé, ir ao café da esquina, comprar o jornal, o pão, a fruta e tudo o que é comprável na rua, sem ter de meter um pé nessa doença dos nossos dias tão suburbana, tão comercial, tão grandiosamente pequenina que são a Shoppollândia (vem de shopping para quem não entender...)... Quem gosta de viver em Lisboa como eu, sabe como é bom não ter de atravessar o IC19/A5/PONTES em todos os finais de dia das suas vidas, sabe como é bom atravessar a Av.da Liberdade a pé, subir o Chiado, apanhar o Metro e voltar a casa sem trânsito...
Não encontrei (ainda) o sítio ideal para viver... Não tenho varandas com flores, gaiolas também não... A casa não foi barata e sim, tenho um bairro social bem perto... Vivo no centro da Lisboa, perto de tudo o que a cidade pode oferecer... com tudo o q tem de bom e de mau. Gostava que a tendência se invertesse e fosse mais fácil viver em Lisboa...para o bem de todos os que amam esta cidade como eu.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sou uma foca

Estou a beber um líquido com cor de xixi há semanas... tem o nome apelativo de "Drena-Fast" e diz que tem sabor a frutos tropicais... Isto tudo porque quero/gostava de perder a banhoca que herdei geneticamente...Uma bela foca branca... é isso que eu vejo quando vi a minha imagem reflectida no espelho numa tentativa de experimentar o bikini... Tal como a foca apeteceu-me fugir para um dos pólos do planeta e ficar por lá mesmo... lá onde só há esquimós e ursos polares que não sabem o que é drena-fast.. O Drena-Fast que tem cor de xixi tem um efeito louco... corro (sim corro..literalmente) para a wc umas 10 vezes por dia... A corrida para a wc também deve ser um dos métodos que eficazmente eliminarão as banhas, será??
Só sei que no mundo louco das mulheres bikini com pneu não combina... e por mais que se tente disfarçar com lenços, pareos e afins... o michelin acaba sempre por saír e mostrar ao mundo o que menos queremos...
Este mundo louco das mulheres faz-me acreditar que jamais em tempo algum haverá uma só mulher plenamente satisfeita com o que tem... há sempre qualquer coisa que não está bem... ou é a banha, ou é casca de laranja, ou é o papo no olho esquerdo, ou é o pelo da axila, blá blá... A loucura se nos deixarmos levar por tudo isto e quantas mais mulheres existirem à nossa volta pior... Esta demanda pela perfeição (inantingível) é altamente contagiante.. diria mesmo que nos leva à demência se não tivermos algum cuidado...
Importante, importante (além de amarmos alguém) é gostarmos de nós, sentirmo-nos bem (tal e quel o anuncio do Matinal) com o que temos e se assim não for tentarmos qualquer coisa para mudar... Nem que seja beber uma garrafa de 1,5 lt de agua com cor de xixi todos os dias, só para começar... A população dos pólo sul agradeçe... pelos vistos querem-se focas brancas e lindas nas praias portuguesas :)

sexta-feira, 20 de março de 2009

As good vibes do Jason


Para quem julga que este senhor de chapéu pode ser comparado com os chamados surfistas-cantores como o Jack Johnson, Donovan entre outros... que fique registado.... comparável só mesmo no surf, que pelos vistos fez questão de fazer em mares portugueses, ali para os lados da Caparica... Não há comparação possível...
E como por vezes as palavras não conseguem descrever a autenticidade das sensações... não vou abusar das ditas e apenas quero dizer uma ao concerto esgotado a que assisti ontem no Campo Pequeno: ESPECTACULAR!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Os Carreirismos da Vida

Apesar do meu nome encaminhar toda a minha vida para a busca de sucesso profissional, a Carreira em si não faz parte dos meus projectos de vida primordiais. Talvez seja apenas uma fase, mas diria que não... Acho que faz parte de mim. Gosto de trabalhar (o suficiente para me sentir útil), mas não concordo com a escravização da vida para alcançar a todo o custo o sucesso profissional. Á minha volta assisto assustada a pessoas novas cegarem por causa dos percursos profissionais, deixarem de viver ou passar tempo com quem mais gostam, porque os empregos (ou os empregadores) não dão tréguas nas horas de saída... Assisto com olho crítico a pessoas novas , evoluídas, instruídas, mestradas a pautarem as suas vidas no escritório, nos seus mundos excel e afins, e deixarem lá fora tudo o resto... e quando digo tudo, quero mesmo dizer TUDO... porque o resto é nada. Admiro cada vez mais quem cumpre horário e sai com sensação de dever cumprido, ainda com algumas horas de sol pela frente (por enquanto ainda são poucas, mas o verão vem aí para resolver o problema)... horas de sol e de vida... Sim VIDA! e VIDA pode ser tudo, passear, correr, ginasticar, gargalhar, devorar, namorar, dormitar... enfim respirar!!! Será tão pecaminoso assim? Ter-se quase 30 anos e não parecer ter 40 (ou pelo menos tentar isso em espírito)... Sonhar, não com os futuros projectos que me vão dar mais performance na empresa, mas sim com um belo batido de manga, com aqueles chapéuzinhos coloridos que têem umas farripas de cores na ponta?
A malta carreirista que me perdoe, mas o meu nome não me dá bilhete de acesso directo ao vosso clube... mesmo que o valor da inscrição seja for free, eu não quero entrar, ok? E se um dia, daqui a muitos anos, me encontrarem sentada numa esplanada qualquer a beber um belo batido de manga, felicitem-me!!! Dêem-me os parabéns pela minha VIDA! por ter TEMPO! não por ter aparecido na capa da EXAME ou da Executive's Digest, mas por SABER VIVER!

carreira s. f.,

quarta-feira, 11 de março de 2009

Primavera e a arte das nails

Benvindos ao mundo da primavera... Já cheira a flores, roupa leve, bebidas frescas... Depois de algumas semanas seguidas de rigoroso inverno, que custaram a passar confesso, parece que o sol quer brilhar novamente... e nós humanóides, armados em plantas, andamos sequiosos de fazer a devida fotossintese..vulgo "horas passadas ao sol (ou à sombra), na companhia de quem mais gostamos, se possível a bebericar uma jola (ou duas ou três, exacto!! acabou o Ramadão para mim..voltei a ter hábitos saudáveis, já não sou uma "Vache que rit").
Jurei a mim própria não falar neste tema que me apoquenta, até ter o meu "caso" resolvido. Tenho uma leve questão que não sei se tem resposta, mas... descobri há pouco tempo que existe um sub-mundo verdadeiramente interessante que desconhecia... o mundo das "nails".. ou unhas de gel, como queiram... Acreditem que o primeiro contacto que tive com este tema era uma perfeita leiga no assunto e julguei, à primeira vista, que a pessoa que as envergava era uma uma espécie de fenómeno artístico... Como era possível envergar tal tamanho de unha, ter uma palete de cores e padrões desenhados na dita, teclar ao computador, teclar no telemóvel, teclar o código de multibanco... isto tudo sem se enganar, nem que fosse pela confusão de cores que as ditas unhas reflectiam, já para não falar do tamanho... Descobri também que existem catálogos, sim catálogos, revistas da especialidade que vendem os padrões, as cores, as texturas (será?)... fiquei fascinada com esta descoberta... E parece que tudo isto me persegue, até porque não é a primeira vez que fico na expectativa que a sra que está na caixa do supermercado se engane quando está a registar o valor da conta no aparelho multibanco, isto porque tem umas garras coladas nas suas desgraçadas unhas carcomidas e sem querer até pode marcar 20 em vez de 30... nunca sabemos qunado podemos ganhar com a situação...
Sempre tive pavor de unhas grandes... E corri sérios riscos de ficar sem uma delas por ter a mania que curtinhas é que é... Sem entrar em grandes pormenores e resumindo que "ia ficando sem uma unha...snif .. snif..", percebi que para minha salvação devia deixar de lado o corta-unhas e a sede de podá-las... Agora e porque quero ficar com elas todas, olho para as minhas unhas como peças de arte a moldar com muito amor e carinho... Obviamente que não me tornei assídua dos corners das nails que proliferam em cada esquina pelo nosso país fora...mas passei a respeitar muito mais este submundo, acreditem...
E só falo nisto porque já tenho o meu "caso" resolvido...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

e assim se passam sete meses

e assim se passam 7 meses em menos de nada... Será que ainda sei escrever? ou melhor será que ainda há pessoas que se lembram deste blog?
Assim como não quis tornar este espaço num diário da gravidez, também não quis torná-lo num guia para recém-mãmãs... até pq não iria ter tempo para isso. Para quem pensa que licença de maternidade é igual a férias...desengane-se. É um emprego 24 horas por dia, 7 dias por semana sem folgas e isto principalmente e quase exclusivamente para as mães!
E depois de 7 meses sem aparecer por aqui, que tenho eu para contar? Muita coisa.
A minha vida deu uma bela duma cambalhota. Está tudo diferente. Há brinquedos espalhados por todas as divisões da casa, fraldas, parques, esprigaçadeiras...bolas e bonecos das mais variadas cores e feitios... Acho que há mais brinquedos em minha casa do que mobília propriamente dita.. Neste momento há uma ditadura e deixo de haver anarquia. O António nasceu e sem preciso existirem eleições, passou a comandar a minha vida... Mais ou menos isto..
No principio foi mais duro do que eu esperava... com a falta de horas de sono... Muito tempo a dormir pouco mais de 4 a 5 horas... com muitos breaks pelo meio, muita cólica, muito choro indefinido (deviam arranjar um aparelho que traduzisse o choro do bébé para algo mais concreto), muitas fraldas, muita confusão, muita opinião... Enfim os maçaricos dos "pais pela primeira vez tiveram as ajudas todas, com o que isso tem de bom e de terrível... Principalmente porque se tem aquela sensação que deixamos de ter o "nosso" espaço e tudo vem para ver o bébé, para dar opinião, para ajudar e para sobretudo opinar.. Dá jeito nalgumas situações, mas em dias mais complicados só atrapalha...
Agora com uma certa distância temporal desses primeiros tempos, sei que quando houver uma próxima vez, talvez seja tudo diferente... porque os pais já não são maçaricos e já não têem de levar com tantas opiniões, será?
E em sete meses aquilo que aprendemos é para o resto da vida... Principalmente o que eles (ditadores), ou melhor os bébés, nos ensinam...
A melhor coisa para mim é voltar a brincar sem vergonhas... Fazemos figuras de parvos, sem dúvida... Aos olhos de quem passa por mim na rua e me vê a falar com o meu bébé de 7 meses sobre assuntos fantásticos como Piu-Piu-Piu e o Miau-Fru-Fru, obviamente que pensa "lá vai mais uma doidinha que só tem olhos para o bébé"... Mas isto é do melhor que há... Não há nada mais relaxante do que chegar a casa, depois de um dia de trabalho cinzento chato, pegar num dos muitos bonecos espalhados pelo chão da sala e arrancar uma gargalhada deliciosa ao nosso ditador...Depois da brincadeira, vem o mimo e depois do mimo vem o sono e com 7 meses, ele já me dá a extraordinária felicidade de dormir uma noite inteira, sem breaks... e isso, agora e mais do que nunca, tem um valor incalculável, como nunca pensei que poderia ter.

sábado, 28 de junho de 2008

Puro ócio

Não queria tornar este blog numa espécie de guia da gravidez, day by day... O que é certo é que este tempo de ausência justifica-se por isso mesmo... Estou na recta final e a minha vida quase não é mais nada senão viver neste estado tão específico com tudo o que tem de bom e de menos bom.
Está um calor que não se pode. Acreditem em mim... Grande parte das pessoas não se apercebe, porque sai cedo de casa e passam as 8, 9, 10 horas seguintes no escritório com ar condicionado... Eu já não sabia o que era ter calor e não conseguir respirar em Lisboa.
Estou há alguns dias em casa. Baixa médica for the first time. Objectivo: descansar e caminhar até me doerem os pés...o que não é difícil tendo em conta que tenho não uma bola de basket, mas sim um saco de bolas de basket atadas à cintura para levar para todo o lado.
Fiquei a saber\sentir que já não sabia o que era não fazer nada... E curiosamente tenho tido dificuldade em lidar com esta minha limitação. Eu sei que não deveria sequer falar assim, tendo em conta que grande parte da sociedade não se importaria de ter uns dias de não fazer nada, mas deixem-me apenas confessar isto... tenho medo de me habituar... custa a entrar no não ritmo. Chamo-lhe desintoxicação do ritmo ditatorial do relógio...e se nos primeiros dias tudo se estranha, o problema é quando se entranha...
Tenho a certeza que não vai haver tempo para entrar no clube dos desocupados (sim porque até há por aí bastantes...), daqui por uma semana o António vai nascer e vai ocupar todo o tempo que ele quiser e precisar.
Já chega de ócio. Não fui feita para isto... Podem começar a mandar os tomates podres e os assobios... isto não é defeito é feitio.