Percebes que o significado da concorrência e da competitividade se encontra facilmente no género masculino, quando tens 2 filhos que todos os dias comentam quantas namoradas têem na escola (entretanto o mais novo diz que tem 3 e o mais velho ainda só conseguiu ter 2!) e quantas festas de aniversário têem nas próximas semanas (mais novo ganha novamente com 2 e o mais velho com 1).. Ao ponto do mais velho implorer para ir a uma das festas de miúdos bem mais novos que ele, só para ficar empatado e assim ser mais justo para todos (his words...).
Estou tramada certo?
É no carro que me ocorrem as ideias, os pensamentos, as parvoeiras. Falo alto no carro e canto (por vezes), tiro conclusões e faço teorias dignas de doutoramento... Aqui passo para a escrita o que o meu carro ouve...e os meus cuquedos também :)
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
Something to share
Tenho de partilhar isto.
Ontem fui correr ao fim do dia. Chovia e fazia vento, já estava escuro e o tudo o que me apetecia verdadeiramente era ir para casa, calçar as pantufas e ficar quieta. Mas contrariei tudo isso e fui. Razões? Motivações? Muitas perguntas e poucas respostas. Acho que alguma teimosia minha e também (talvez ...) um gosto/prazer que se adquire nisto de se começar a fazer desporto. Seja corrida, running, jogging ou caminhada, o gozo que se retira em 45 minutos em que o que se faz é arrancar, controlar a respiração, aguentar as dores nas pernas, o calor da roupa que se trouxe a mais, a chuva que molha a cara e deixa a maquilhagem dos olhos a escorrer, encharcar os pés nas poças, tentar puxar pelo corpinho a meio do km 2 até ao km 6 e depois alongar alongar alongar... Dito assim parece muito pouco divertido e até masoquista Às tantas.. Mas tenho de confessar que o prazer de terminar viva e com vontade de voltar a repetir a dose é o único segredo que posso garantir que me faz continuar. Há quem diga que estou viciada e que o corpo pede isto, há quem diga que já sabe quando eu não corro durante 2/3 dias pois fico com um feitio de cão, eu não sei dizer se é vicio, se é gosto adquirido, se é a confiança que conquistei ao ultrapassar cada barreira, cada km, cada segundo que vou conseguindo reduzir à media... Só sei que adoro isto... tenho pena de não ter começado mais cedo, mais nova, mas que se lixe a comiseração, agora ningém me pára!
E posso atestar que é a melhor receita para tudo! Para a auto-estima, para o mau feitio, para a pele, para o cabelo, para o raciocinio, para a falta de pachorra, para o tédio, para o stress.
Mexam essas pernas, saiam da vossa zoma de conforto (do sofa, da cama, da cadeira do escritório) e vão!!! Só custa isto e depois é prazer garantido!
Ontem fui correr ao fim do dia. Chovia e fazia vento, já estava escuro e o tudo o que me apetecia verdadeiramente era ir para casa, calçar as pantufas e ficar quieta. Mas contrariei tudo isso e fui. Razões? Motivações? Muitas perguntas e poucas respostas. Acho que alguma teimosia minha e também (talvez ...) um gosto/prazer que se adquire nisto de se começar a fazer desporto. Seja corrida, running, jogging ou caminhada, o gozo que se retira em 45 minutos em que o que se faz é arrancar, controlar a respiração, aguentar as dores nas pernas, o calor da roupa que se trouxe a mais, a chuva que molha a cara e deixa a maquilhagem dos olhos a escorrer, encharcar os pés nas poças, tentar puxar pelo corpinho a meio do km 2 até ao km 6 e depois alongar alongar alongar... Dito assim parece muito pouco divertido e até masoquista Às tantas.. Mas tenho de confessar que o prazer de terminar viva e com vontade de voltar a repetir a dose é o único segredo que posso garantir que me faz continuar. Há quem diga que estou viciada e que o corpo pede isto, há quem diga que já sabe quando eu não corro durante 2/3 dias pois fico com um feitio de cão, eu não sei dizer se é vicio, se é gosto adquirido, se é a confiança que conquistei ao ultrapassar cada barreira, cada km, cada segundo que vou conseguindo reduzir à media... Só sei que adoro isto... tenho pena de não ter começado mais cedo, mais nova, mas que se lixe a comiseração, agora ningém me pára!
E posso atestar que é a melhor receita para tudo! Para a auto-estima, para o mau feitio, para a pele, para o cabelo, para o raciocinio, para a falta de pachorra, para o tédio, para o stress.
Mexam essas pernas, saiam da vossa zoma de conforto (do sofa, da cama, da cadeira do escritório) e vão!!! Só custa isto e depois é prazer garantido!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Odeio principios
Estamos já em Janeiro.
Passaram as férias de Natal, as jantaradas, os presentes, as reuniões com a família, aquele tempo bom que passa tão rápido que sempre que chega ao fim fico com aquele amargo na boca.
Aproveito este post para dizer que foi bom o Natal pelos motivos certos. Passei-o com as pessoas que mais amo nesta vida.
Aproveito ainda para dizer que foi bom o revelhão deste ano. Divertido e louco como há muito não tinha sido... e se o ano for assim vai ser bom.
Aproveito ainda para dizer que não gosto particularmente deste ínicio de tudo, até porque não faço listas de resoluções de ano novo, estou sempre com a sensação que me falta açucar no sangue, tenho mais sono que o habitual e talvez por sentir que meio mundo anda entusiasmado com as novidades que querem implementar nas suas rotinas, dou por mim a virar as costas e a dormir só mais um bocadinho.
Aproveito também para afirmar que não sou Charlie e que estou francamente assustada com as proporções que esta barbárie vai tomar... sim porque isto não vai ficar por aqui e infelizmente foi aberto um perigoso precedente que ameaça o que achamos ser tão natural como ter sede, sermos livres e vivermos em paz.
Como primeiro post de 2015 e sem quaisquer resoluções de ano novo, vou apenas dizer que vou tentar continuar a ser feliz.
Passaram as férias de Natal, as jantaradas, os presentes, as reuniões com a família, aquele tempo bom que passa tão rápido que sempre que chega ao fim fico com aquele amargo na boca.
Aproveito este post para dizer que foi bom o Natal pelos motivos certos. Passei-o com as pessoas que mais amo nesta vida.
Aproveito ainda para dizer que foi bom o revelhão deste ano. Divertido e louco como há muito não tinha sido... e se o ano for assim vai ser bom.
Aproveito ainda para dizer que não gosto particularmente deste ínicio de tudo, até porque não faço listas de resoluções de ano novo, estou sempre com a sensação que me falta açucar no sangue, tenho mais sono que o habitual e talvez por sentir que meio mundo anda entusiasmado com as novidades que querem implementar nas suas rotinas, dou por mim a virar as costas e a dormir só mais um bocadinho.
Aproveito também para afirmar que não sou Charlie e que estou francamente assustada com as proporções que esta barbárie vai tomar... sim porque isto não vai ficar por aqui e infelizmente foi aberto um perigoso precedente que ameaça o que achamos ser tão natural como ter sede, sermos livres e vivermos em paz.
Como primeiro post de 2015 e sem quaisquer resoluções de ano novo, vou apenas dizer que vou tentar continuar a ser feliz.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Cheira a Natal quando a familia está por perto
Enquanto 80% da população está desenfreadamente a comprar presentes de natal (eu mandei o marido ao Colombo com uma lista de desafios!), eu estou a tentar que a minha segunda feira pré- férias de natal seja o mais produtiva possível.. e digamos que está dificil.
O fim de semana foi sempre em recuperação. A sexta-feira foi longa e só me deu uma hora e meia de sono. Quem me manda gostar de rambóia?!? (pensamento de muito boa gente, e a espaços o que a minha consciência me sussura ao ouvido..)
Já cheira a Natal quando a parte da familia regressa ao país. Agora em modo residente em Lisboa é tudo diferente e mais giro. A mana voltou para férias e o meu querido Manel que me adora e não me chama Tia Marta, mas simplesmente Marta! tem sido o maior ânimo destes dias!
No sábado foi o verdadeiro regabofe na casa nova dos tios, com direito a esparguete e a pratos diferentes.
Não há brinquedos, nem Ipads ... Havia uma lanterna para assustar, corredores e esconderijos para o jogo das escondidas e havia a paciência interminável dos tios!
Agora todos os caminhos e pedidos vão dar à casa da tia Nês!

O fim de semana foi sempre em recuperação. A sexta-feira foi longa e só me deu uma hora e meia de sono. Quem me manda gostar de rambóia?!? (pensamento de muito boa gente, e a espaços o que a minha consciência me sussura ao ouvido..)
Já cheira a Natal quando a parte da familia regressa ao país. Agora em modo residente em Lisboa é tudo diferente e mais giro. A mana voltou para férias e o meu querido Manel que me adora e não me chama Tia Marta, mas simplesmente Marta! tem sido o maior ânimo destes dias!
No sábado foi o verdadeiro regabofe na casa nova dos tios, com direito a esparguete e a pratos diferentes.
Não há brinquedos, nem Ipads ... Havia uma lanterna para assustar, corredores e esconderijos para o jogo das escondidas e havia a paciência interminável dos tios!
Agora todos os caminhos e pedidos vão dar à casa da tia Nês!

Noite
- Caminhar sobre água gelada
- Um chapéu de mexicano
- Um Taliban
- Gin
- Uma bóia
- Um anão (que afinal era anã)
- Ser player (a práctica depois da teoria)
- Uma pintura nova no carro
- O homem da tombola e a noite dupla
- Pintura borrada de tanto rir
e podiam ser mais os flashes da noite de sexta, mas o que se passa em vegas fica em vegas.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
O Centimo
Bato palmas a quem consegue escapar á esquizofrenia do Natal.
Deviam existir beneficios fiscais para quem fizesse parte desta parcela de iluminados, de almas puras e élficas.
Ontem fiz mais uma investida num shopping e assisti ao vivo.
Filas em todas as lojas, pessoas carregadas com sacos e embrulhos, crianças a gritar, música violenta e tortuosa, luzes luzes, cartões visa a circular, respira-se economia e endividamento. No recession. Ali no meio daquele caos do demo, tentei resolver assuntos. Sem intenção altrusta de comprar um único presente, apenas resolver assuntos, registei a seguinte cena. Fila em loja de acessórios, uma senhora a trocar imensas coisas que tinha comprado no dia anterior, no final de tanto recibo para cá e para lá, alarme disto e daquilo, quer embrulho ou não, a menina da caixa vira-se e diz... "Oh ainda tem um centimo a haver!! Quer aproveitar?" WTF???? Como disse?? Juro-vos que se não tivesse ouvido pela segunda vez a frase, "Ainda tem um centimo de diferença, pode aproveitar para levar mais qualquer coisinha..." Esta voz da menina da caixa deve ter poderes mágicos, quase que como a flauta do encantador de serpentes.. e não é que a pessoa foi mesmo buscar mais um par de brincos para conseguir tirar proveito desse centimo?!!! Respirei fundo e contei até dez, quando cheguei à tal menina da caixa (a encantadora) começei com o exercicio mental tipo mantra - "Tu és mais forte, tu és mais forte, tu és mais forte.." e entretanto a tal voz disse "então não vai levar mais nada para completar este conjunto?" Resposta minha "Não"... A voz -"É para oferta?" Resposta minha - "Não." A voz ainda cantarolou "Muito bem. É para si portanto. Tem a certeza que não quer ver mais nada? Um colar por exemplo?". Respirei, estive para perguntar se eu propria tinha um centimo a haver e não me tinha apercebido, mas respondi polidamente "Não obrigada. Está bem assim." Fugi dali...Peguei nas minhas coisinhas e fugi literalmente. Ainda passei numa outra loja que me traz sempre à lembrança compras de meias às dúzias porque há sempre uma promoção... Mas resisti estoicamente a esta epidemia...
Deviam existir beneficios fiscais para quem fizesse parte desta parcela de iluminados, de almas puras e élficas.
Ontem fiz mais uma investida num shopping e assisti ao vivo.
Filas em todas as lojas, pessoas carregadas com sacos e embrulhos, crianças a gritar, música violenta e tortuosa, luzes luzes, cartões visa a circular, respira-se economia e endividamento. No recession. Ali no meio daquele caos do demo, tentei resolver assuntos. Sem intenção altrusta de comprar um único presente, apenas resolver assuntos, registei a seguinte cena. Fila em loja de acessórios, uma senhora a trocar imensas coisas que tinha comprado no dia anterior, no final de tanto recibo para cá e para lá, alarme disto e daquilo, quer embrulho ou não, a menina da caixa vira-se e diz... "Oh ainda tem um centimo a haver!! Quer aproveitar?" WTF???? Como disse?? Juro-vos que se não tivesse ouvido pela segunda vez a frase, "Ainda tem um centimo de diferença, pode aproveitar para levar mais qualquer coisinha..." Esta voz da menina da caixa deve ter poderes mágicos, quase que como a flauta do encantador de serpentes.. e não é que a pessoa foi mesmo buscar mais um par de brincos para conseguir tirar proveito desse centimo?!!! Respirei fundo e contei até dez, quando cheguei à tal menina da caixa (a encantadora) começei com o exercicio mental tipo mantra - "Tu és mais forte, tu és mais forte, tu és mais forte.." e entretanto a tal voz disse "então não vai levar mais nada para completar este conjunto?" Resposta minha "Não"... A voz -"É para oferta?" Resposta minha - "Não." A voz ainda cantarolou "Muito bem. É para si portanto. Tem a certeza que não quer ver mais nada? Um colar por exemplo?". Respirei, estive para perguntar se eu propria tinha um centimo a haver e não me tinha apercebido, mas respondi polidamente "Não obrigada. Está bem assim." Fugi dali...Peguei nas minhas coisinhas e fugi literalmente. Ainda passei numa outra loja que me traz sempre à lembrança compras de meias às dúzias porque há sempre uma promoção... Mas resisti estoicamente a esta epidemia...
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A barreira dos 10
Ando a correr desde Abril.
Começei por correr sem cair para o lado 3 kms.
Fiz uma festa quando cheguei aos 5 kms.
Desde aí foi sempre a correr, mais rápido, mais lento, mas sempre a somar kms.
Ontem corri pela primeira vez 11 kms. Com amigos é mais fácil não desistir. E ontem foi com amigos e com uma dor de burro fortissima que me acompanhou até ao km 6.. e depois foi embora.
É dificil explicar o gosto que se adquire, mais ainda se tentarmos explicar a alguém o vicio com que se fica.
A minha hora de corrida é desprovida de pensamentos. Entro num estado de vazio. Oiço a respiração, o vento que bate na cara, sente-se a chuva e o frio... e nada mais. Acho que é por isso que me viciei... é a melhor forma de me despir de tudo e de usufruir de um estado de perfeito e completo vazio.
Bom demais para quem tem uma vida tão cheia de tudo.
Começei por correr sem cair para o lado 3 kms.
Fiz uma festa quando cheguei aos 5 kms.
Desde aí foi sempre a correr, mais rápido, mais lento, mas sempre a somar kms.
Ontem corri pela primeira vez 11 kms. Com amigos é mais fácil não desistir. E ontem foi com amigos e com uma dor de burro fortissima que me acompanhou até ao km 6.. e depois foi embora.
É dificil explicar o gosto que se adquire, mais ainda se tentarmos explicar a alguém o vicio com que se fica.
A minha hora de corrida é desprovida de pensamentos. Entro num estado de vazio. Oiço a respiração, o vento que bate na cara, sente-se a chuva e o frio... e nada mais. Acho que é por isso que me viciei... é a melhor forma de me despir de tudo e de usufruir de um estado de perfeito e completo vazio.
Bom demais para quem tem uma vida tão cheia de tudo.
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