segunda-feira, 29 de junho de 2009

Amor de Mãe


O António faz um ano daqui a dois dias...
Há um ano estava que parecia um barril (ou barrote), não via os pés há uns tempos, bufava de calor e mau feitio... Há um ano estava ansiosa qual menininha com medo... vinha aí um bébé que era meu mas apesar dos nove meses na barriga, eu ainda não o sentia todo meu... Essa coisa de as mulheres habituarem-se mais rapidamente ao novo papel que os homens, porque elas carregam nove meses com o bébé não é totalmente verdadeira... Tudo bem, em termos hormonais somos realmente preparadas para este papel, mas é sempre diferente quando o vemos pela primeira vez... depois de 12 horas de trabalho de parto, 3 doses de epidurais, "toques e mais toques", enfermeiras em cima da barriga a gritarem/grunhirem "força mãe!!!força mãe!!!" (mãe? eu? o meu nome é Marta... bolas nem tempo dão para uma pessoa se habituar...), algo surge no nosso ângulo de visão... algo não... alguém a respirar que deitam em cima do nosso peito... e ali começa tudo e este tudo nada tem a ver com o que foram os nove meses anteriores... é muito mais intenso, muito mais verdadeiro, muito mais carnal. Este tudo é para sempre, eterno e imortal... Este tudo chama-se Amor (de mãe, sim esse mesmo!)... Amor para sempre. Um ano não é nada e é tudo. Este tudo não deixa margem para dúvidas. Este tudo é mesmo meu. Todos os dias este tudo cresce exponencialmente... eternamente.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rei da Pop

Hoje vim o caminho todo a ouvir Michael Jackson no carro... A rádio que costuma ouvir estava a fazer uma espécie de "homenagem" ao Rei da Pop e eu automaticamente senti-me teletransportada para outro tempo, outra dimensão... Lembro-me da primeira vez que ouvi o Thriller.. era bem miúda e estava numa festa de aniversário de um amigo da escola. A moda eram as t-shirts fluorescentes e tudo o que pudesse brilhar no escuro... Havia também a brincadeira do quarto escuro (quem é que não se lembra...quem??) e a do bate pé (ah pois é... agora ninguém com 13 anos sabe o que isto é, aposto..) ... e foi num destes ambientes que ouvi o Thriller e achei um espectáculo.. Aliás quase todas as músicas do Michael Jackson tinham um efeito electrizante em mim (confesso que ainda gosto de me abanar ao som da Billie Jean..)... não sei se é o ritmo, se são os gritos que ele dava, não sei... a verdade é que gosto do som e do ritmo, apesar de nunca ter gostado da personagem que um dia aquele rapaz decidiu encarnar... Ninguém percebe muito bem o que é que aconteceu... de preto quis ser branco, vivia num mundo imaginário de fantasia, tinha a mania que era o Peter Pan, e que velhinho nunca nunca...sem falar no resto das polémicas associadas a molestações e pedofilia que prefiro nem aprofundar.
O que é certo é que Michael Jackson só houve um, preto ou branco, com meia branca a saír da calça, dançava como ninguém e marcou uma, muitas gerações.
Esteja onde estiver espero que continue a dar música e festa por lá pois era isso que melhor sabia fazer.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Férias em Família


As primeiras férias em família já se foram.
Uma semana com mais 2 famílias de amigos, com crianças e babys, fraldas e bacios, papas e bóias, s e muito Panda Kung Fu e Mcqueen (do filme Cars, "Bikini" para os amigos e principalmente para o Guigo que com dois anitos é fã nº 1 desta personagem)...
Foram férias cheias, completas, giras, com calor do sol e calor humano. Foi bom para mim, apesar do António ter estado doente e as idas tão aguardadas à praia terem sido obviamente adiadas.
Mais uma vez rumámos para a costa vicentina, à procura de sossego, ondas e cheiro a esteva. Esteve lá tudo, sem tirar nem pôr. Encontrámos uma casa top de um bife (filho da mãe... grande vida que o gajo deve ter...) que nos encheu as medidas. Fora de tudo, com vista para as serras e com o atlântico ao fundo... O que mais podemos pedir. Nada. Só mais saúdinha para o baby da próxima vez que formos.. Mas já me disseram que é típico de férias de pais e mães... os filhos gostam sempre de uma febrezita básica nas férias, faz parte do roteiro... Felizmente não foi nada de grave e deu para gozar tudo na mesma... principalmente a amizade.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Amanhã pode ser londe demais

Confesso... gosto de aviões, de andar neles...sou fascinada por aeroportos, por check-in's, por free-shop's.. Gosto bem mais de andar de avião do que de carro.
Fico passada com notícias destas... A queda do avião da Air-France em pleno oceano atlântico faz-me pensar, pensar, pensar... que a vida acaba de um minuto para o outro e que os aviões caem, não chegam ao destino conforme expectável, que há pessoas com pouca sorte (ou destino traçado..) e que há outras que escapam por um triz.
Coisas destas fazem-me acreditar cada vez mais na expressão "Carpe Diem", aproveita o dia, porque amanhã já poderá ser longe demais...

P' la janela, mal fechada
Entra já a luz do dia
Morre a sombra, desejada
Numa esperança fugi um dia

Foi uma, noite sem sono
entre saliva e suor
com um travo, de abandono
e gosto a outro sabor

Dizes-me até amanhã
que tem de ser, que te vais
porque o amanhã, sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
só que amanhã sei-o bem
é sempre longe demais

P' la janela mal fechada
Chega a hora do cansaço
Vai-se o tempo desfiando
em anéis de fumo baço

Dizes-me até amanhã
que tem de ser, que te vais
porque o amanhã, sabes bem
é sempre longe demais
acendo mais um cigarro
invento mil ideais
só que amanhã sei-o bem
é sempre longe demais

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Recuso-me a ver

Isto de ser mãe faz-nos mais fortes, porque temos que enfrentar tantas coisas, tantos desafios, tantas dores, tantas noites mal dormidas, tantas dúvidas e incertezas...
Isto de ser mãe é tão doce e tão amargo, que não há sabor culinário que se assemelhe..
Isto de ser mãe torna-nos mais humanos e mais sensíveis, mais frágeis para algumas coisas.
Desde que o António surgiu na minha vida deixei de ser impermeável a determinadas situações.
Ontem estava a ver um documentário na RTP2 sobre o Templo do Povo, uma seita religiosa dos anos 60/70 que existia nos EUA que teve um fim trágico- suícidio colectivo de 900 pessoas - e dei por mim a desligar a televisão quando na parte final começaram a mostrar imagens arrepiantes de filhos a serem arrancados dos braços dos pais... Não sei como acabou, não quis/consegui ver..

Where is she?

Já há muito tempo que não oiço as novelas da D.Carla, as pancadinhas de Moliére que ela tanto gostava de dar a meio da noite, as conversas surdas ao telefone, a música clássica às 7 da manhã...
Já há meses que não a vejo no elevador com os seus profundos e assustadores olhos azuis e a sua cabeleira branca que arrepiava qualquer criançinha..
Onde estará a D.Carla?
Alguém a viu por aí?

O Banho - parte II

A aventura correu bem no primeiro dia... A banheira grande dos crescidos funcionou como novidade e lá ficou calminho, meio atordoado com tanto espaço, e sempre entretido com o seu submarino em forma de peixe...
No segundo dia e com mais confiança, houve tentativas de nadar crawl e bruços (desconfio que temos um Phelps português)... mas a banheira escorrega e volta e mais volta, a cambalhota estava eminente quando decidi acabar com a sessão e saír do meio aquático...
Hoje vou comprar um tapete para a banheira, está decidido.