Aqui estou eu sem espinhas.
Berlim continua a ser uma cidade fascinante, não tanto pelas pessoas, mas pelo movimento, pelos edíficios, pela modernidade e pela carga histórica!
Muito trabalho, muitas reuniões para desbloquear coisas, pouco tempo para o passeio e para o sightseing...
Muito mau tempo.
Chuva e frio, ao contrário de Portugal, onde já chegou o tão aguardado verão.
Aqui nem por isso.
Não sei como é que esta gente consegue "sobreviver" sem sol e com 12º em pleno Maio... Enfim! Há coisas que têem um valor inestimável e são insubstítuiveis...
Sol, mar, bom café, e saudades de casa...
Uma mulher nunca está satisfeita!
beijinhos
É no carro que me ocorrem as ideias, os pensamentos, as parvoeiras. Falo alto no carro e canto (por vezes), tiro conclusões e faço teorias dignas de doutoramento... Aqui passo para a escrita o que o meu carro ouve...e os meus cuquedos também :)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Monday
Estou com uma alergia daquelas de perder o nariz em três segundos...
Está sol e parece que vem aí calor.
Estou feliz, mas tão entupida e ranhosa que não sei não...
Alguém pode fazer o favor de aspirar o pólen que anda aí no ar??
Esta semana vou para Berlim (se o vulcão não acordar e não me lixar a vida!)...
é a minha semana de liberdade... sem fraldas, sem banhos, sem babetes, sem António... Enfim vou ter saudades dele, mas de vez em quando também é bom saír da rotina.
e ele fica bem entregue com o seu papá!
Está sol e parece que vem aí calor.
Estou feliz, mas tão entupida e ranhosa que não sei não...
Alguém pode fazer o favor de aspirar o pólen que anda aí no ar??
Esta semana vou para Berlim (se o vulcão não acordar e não me lixar a vida!)...
é a minha semana de liberdade... sem fraldas, sem banhos, sem babetes, sem António... Enfim vou ter saudades dele, mas de vez em quando também é bom saír da rotina.
e ele fica bem entregue com o seu papá!
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Estado da Nação
É bom que venha o bom tempo.
É bom que venha o Mundial.
É bom que venham os Rock in Rios e os Sudoestes..
É bom que venha a praia, o mar, as festas no "SHASHA" e a tão "espectacualr" silly season..
É bom que venham sardinhas boas e gordas e cervejas frescas e loiras para os Santos Populares..
Ainda bem que o Benfica foi campeão.
Ainda bem que o Papa anda por aí a distraír algumas alminhas.
É bom... porque se estivéssemos em Outubro, sem futebol, sem sardinhas, sem sol, sem mar, sem Papa, sem nada, ia ser bonito, ia... ui ui...
É bom que venha o Mundial.
É bom que venham os Rock in Rios e os Sudoestes..
É bom que venha a praia, o mar, as festas no "SHASHA" e a tão "espectacualr" silly season..
É bom que venham sardinhas boas e gordas e cervejas frescas e loiras para os Santos Populares..
Ainda bem que o Benfica foi campeão.
Ainda bem que o Papa anda por aí a distraír algumas alminhas.
É bom... porque se estivéssemos em Outubro, sem futebol, sem sardinhas, sem sol, sem mar, sem Papa, sem nada, ia ser bonito, ia... ui ui...
Life goes on
E a felicidade de abraçar o António e levar muitos beijinhos dele.
E a vida vale mesmo a pena, ok?
Isto está quase a passar..
E a vida vale mesmo a pena, ok?
Isto está quase a passar..
Pânico
Nesta semana de frio e chuva, alguém sobrevive a uma quase Primavera, a custo...muito custo.
Vivi uma das experiências mais fortes da minha vida e sobrevivi, por sorte, acaso, destino ou simples circunstância.
No passado fim de semana fui descer o Rio Tâmega em rafting com as pessoas com quem trabalho. A infeliz ideia de irmos 7 raparigas e 1 rapaz no mesmo barco poderia ter acabado pior... O rio estava cheio, como seria de esperar depois de um inverno tão chuvoso e tão prolongado.
A criatura que seguia connosco enquanto monitor fazia lembrar o GI-Joe ou mesmo o Johny Bravo, muito músculo, muito insuflamento, mas pelos vistos pouca experiência..
Ao primeiro rápido o barco bateu numa rocha (que o monitor não viu), virou e atirou quem ia nele para a corrente do rio.
Pânico.
Pânico de não conseguir vir à superfície.
Pânico de bater contra as rochas.
Pânico de querer respirar e beber àgua.
Pânico de não querer morrer já....
Foi horrível.
E por muito que tente ser leve e positiva na avaliação que faço desta experiência, só consigo dizer que não teve piada nenhuma.
Fomos todos arrastados pela corrente do rio.
Alguns ainda atravessaram mais um rápido com o corpinho (o meu caso)... e acabaram por ser resgatados pelos barcos do resto da equipa...
Algumas luxações, arranhões e dores musculares foi o que sobrou de tudo isto.
E o trauma sem dúvida.
A lembrança daqueles segundos (que pareceram horas) tremendos em que só ouvia uma voz interior a gritar - Agora NÃO!!!!
Vivi uma das experiências mais fortes da minha vida e sobrevivi, por sorte, acaso, destino ou simples circunstância.
No passado fim de semana fui descer o Rio Tâmega em rafting com as pessoas com quem trabalho. A infeliz ideia de irmos 7 raparigas e 1 rapaz no mesmo barco poderia ter acabado pior... O rio estava cheio, como seria de esperar depois de um inverno tão chuvoso e tão prolongado.
A criatura que seguia connosco enquanto monitor fazia lembrar o GI-Joe ou mesmo o Johny Bravo, muito músculo, muito insuflamento, mas pelos vistos pouca experiência..
Ao primeiro rápido o barco bateu numa rocha (que o monitor não viu), virou e atirou quem ia nele para a corrente do rio.
Pânico.
Pânico de não conseguir vir à superfície.
Pânico de bater contra as rochas.
Pânico de querer respirar e beber àgua.
Pânico de não querer morrer já....
Foi horrível.
E por muito que tente ser leve e positiva na avaliação que faço desta experiência, só consigo dizer que não teve piada nenhuma.
Fomos todos arrastados pela corrente do rio.
Alguns ainda atravessaram mais um rápido com o corpinho (o meu caso)... e acabaram por ser resgatados pelos barcos do resto da equipa...
Algumas luxações, arranhões e dores musculares foi o que sobrou de tudo isto.
E o trauma sem dúvida.
A lembrança daqueles segundos (que pareceram horas) tremendos em que só ouvia uma voz interior a gritar - Agora NÃO!!!!
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Otite
O António está novamente doente.
Mais uma otite.
Malditam sejam estas bichezas que atacam os ouvidos do meu pirralho!
Este ano já foram 5..
Já chega não?
E o Verão que não chega...
E a praia que tanta falta lhe faz.
Hoje lá ficou sentadinho a ver o Noddy, de pijama vestido e olheiras nos olhos, testemunha de uma noite mal dormida.
E eu cá vim com vontade de o trazer comigo... tirar-lhe a otite do ouvido e mandá-la numa caixa para a Sibéria!
Mais uma otite.
Malditam sejam estas bichezas que atacam os ouvidos do meu pirralho!
Este ano já foram 5..
Já chega não?
E o Verão que não chega...
E a praia que tanta falta lhe faz.
Hoje lá ficou sentadinho a ver o Noddy, de pijama vestido e olheiras nos olhos, testemunha de uma noite mal dormida.
E eu cá vim com vontade de o trazer comigo... tirar-lhe a otite do ouvido e mandá-la numa caixa para a Sibéria!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
António no campo
O António passou a sua primeira semana de férias no campo com os avós.
E cresceu.
Abriu cores.
Veio forte e ainda mais destemido.
Brincou horas no quintal, apanhou bichos, deu festas aos cães, pronto meteu as mãozinhas dentro da boca dos cães para ser mais precisa, viu animais como ovelhas, vaquinhas, coelhos, foi feliz!
Eu que sou bicho que cresceu no campo e as minha brincadeiras eram passadas no quintal a mexer nas ervas e no cães, nas corridas e nos jogos de escondidas, nas idas à mata e nas aventuras de bicicleta, gostava muito de poder dar isso ao António sempre que possível.
Por vezes fico triste quando penso que ele não vai ter isso sempre como eu tive...
Fico louca com as crianças que passam a infância agarradas à playstation e ao computador.
Hoje voltou à creche, à sala pequena dos meninos do bibe azul, ao pão com manteiga a horas certas, à história no tapete, às regras do seu escritório.
Prometo que sempre que puderes vais ter vida de campo, férias no campo, férias na praia, vida ao ar livre.. ai vais, vais! E vais ser feliz sempre!
Palavra de mãe.
E cresceu.
Abriu cores.
Veio forte e ainda mais destemido.
Brincou horas no quintal, apanhou bichos, deu festas aos cães, pronto meteu as mãozinhas dentro da boca dos cães para ser mais precisa, viu animais como ovelhas, vaquinhas, coelhos, foi feliz!
Eu que sou bicho que cresceu no campo e as minha brincadeiras eram passadas no quintal a mexer nas ervas e no cães, nas corridas e nos jogos de escondidas, nas idas à mata e nas aventuras de bicicleta, gostava muito de poder dar isso ao António sempre que possível.
Por vezes fico triste quando penso que ele não vai ter isso sempre como eu tive...
Fico louca com as crianças que passam a infância agarradas à playstation e ao computador.
Hoje voltou à creche, à sala pequena dos meninos do bibe azul, ao pão com manteiga a horas certas, à história no tapete, às regras do seu escritório.
Prometo que sempre que puderes vais ter vida de campo, férias no campo, férias na praia, vida ao ar livre.. ai vais, vais! E vais ser feliz sempre!
Palavra de mãe.
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