quarta-feira, 18 de março de 2009

Os Carreirismos da Vida

Apesar do meu nome encaminhar toda a minha vida para a busca de sucesso profissional, a Carreira em si não faz parte dos meus projectos de vida primordiais. Talvez seja apenas uma fase, mas diria que não... Acho que faz parte de mim. Gosto de trabalhar (o suficiente para me sentir útil), mas não concordo com a escravização da vida para alcançar a todo o custo o sucesso profissional. Á minha volta assisto assustada a pessoas novas cegarem por causa dos percursos profissionais, deixarem de viver ou passar tempo com quem mais gostam, porque os empregos (ou os empregadores) não dão tréguas nas horas de saída... Assisto com olho crítico a pessoas novas , evoluídas, instruídas, mestradas a pautarem as suas vidas no escritório, nos seus mundos excel e afins, e deixarem lá fora tudo o resto... e quando digo tudo, quero mesmo dizer TUDO... porque o resto é nada. Admiro cada vez mais quem cumpre horário e sai com sensação de dever cumprido, ainda com algumas horas de sol pela frente (por enquanto ainda são poucas, mas o verão vem aí para resolver o problema)... horas de sol e de vida... Sim VIDA! e VIDA pode ser tudo, passear, correr, ginasticar, gargalhar, devorar, namorar, dormitar... enfim respirar!!! Será tão pecaminoso assim? Ter-se quase 30 anos e não parecer ter 40 (ou pelo menos tentar isso em espírito)... Sonhar, não com os futuros projectos que me vão dar mais performance na empresa, mas sim com um belo batido de manga, com aqueles chapéuzinhos coloridos que têem umas farripas de cores na ponta?
A malta carreirista que me perdoe, mas o meu nome não me dá bilhete de acesso directo ao vosso clube... mesmo que o valor da inscrição seja for free, eu não quero entrar, ok? E se um dia, daqui a muitos anos, me encontrarem sentada numa esplanada qualquer a beber um belo batido de manga, felicitem-me!!! Dêem-me os parabéns pela minha VIDA! por ter TEMPO! não por ter aparecido na capa da EXAME ou da Executive's Digest, mas por SABER VIVER!

carreira s. f.,

quarta-feira, 11 de março de 2009

Primavera e a arte das nails

Benvindos ao mundo da primavera... Já cheira a flores, roupa leve, bebidas frescas... Depois de algumas semanas seguidas de rigoroso inverno, que custaram a passar confesso, parece que o sol quer brilhar novamente... e nós humanóides, armados em plantas, andamos sequiosos de fazer a devida fotossintese..vulgo "horas passadas ao sol (ou à sombra), na companhia de quem mais gostamos, se possível a bebericar uma jola (ou duas ou três, exacto!! acabou o Ramadão para mim..voltei a ter hábitos saudáveis, já não sou uma "Vache que rit").
Jurei a mim própria não falar neste tema que me apoquenta, até ter o meu "caso" resolvido. Tenho uma leve questão que não sei se tem resposta, mas... descobri há pouco tempo que existe um sub-mundo verdadeiramente interessante que desconhecia... o mundo das "nails".. ou unhas de gel, como queiram... Acreditem que o primeiro contacto que tive com este tema era uma perfeita leiga no assunto e julguei, à primeira vista, que a pessoa que as envergava era uma uma espécie de fenómeno artístico... Como era possível envergar tal tamanho de unha, ter uma palete de cores e padrões desenhados na dita, teclar ao computador, teclar no telemóvel, teclar o código de multibanco... isto tudo sem se enganar, nem que fosse pela confusão de cores que as ditas unhas reflectiam, já para não falar do tamanho... Descobri também que existem catálogos, sim catálogos, revistas da especialidade que vendem os padrões, as cores, as texturas (será?)... fiquei fascinada com esta descoberta... E parece que tudo isto me persegue, até porque não é a primeira vez que fico na expectativa que a sra que está na caixa do supermercado se engane quando está a registar o valor da conta no aparelho multibanco, isto porque tem umas garras coladas nas suas desgraçadas unhas carcomidas e sem querer até pode marcar 20 em vez de 30... nunca sabemos qunado podemos ganhar com a situação...
Sempre tive pavor de unhas grandes... E corri sérios riscos de ficar sem uma delas por ter a mania que curtinhas é que é... Sem entrar em grandes pormenores e resumindo que "ia ficando sem uma unha...snif .. snif..", percebi que para minha salvação devia deixar de lado o corta-unhas e a sede de podá-las... Agora e porque quero ficar com elas todas, olho para as minhas unhas como peças de arte a moldar com muito amor e carinho... Obviamente que não me tornei assídua dos corners das nails que proliferam em cada esquina pelo nosso país fora...mas passei a respeitar muito mais este submundo, acreditem...
E só falo nisto porque já tenho o meu "caso" resolvido...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

e assim se passam sete meses

e assim se passam 7 meses em menos de nada... Será que ainda sei escrever? ou melhor será que ainda há pessoas que se lembram deste blog?
Assim como não quis tornar este espaço num diário da gravidez, também não quis torná-lo num guia para recém-mãmãs... até pq não iria ter tempo para isso. Para quem pensa que licença de maternidade é igual a férias...desengane-se. É um emprego 24 horas por dia, 7 dias por semana sem folgas e isto principalmente e quase exclusivamente para as mães!
E depois de 7 meses sem aparecer por aqui, que tenho eu para contar? Muita coisa.
A minha vida deu uma bela duma cambalhota. Está tudo diferente. Há brinquedos espalhados por todas as divisões da casa, fraldas, parques, esprigaçadeiras...bolas e bonecos das mais variadas cores e feitios... Acho que há mais brinquedos em minha casa do que mobília propriamente dita.. Neste momento há uma ditadura e deixo de haver anarquia. O António nasceu e sem preciso existirem eleições, passou a comandar a minha vida... Mais ou menos isto..
No principio foi mais duro do que eu esperava... com a falta de horas de sono... Muito tempo a dormir pouco mais de 4 a 5 horas... com muitos breaks pelo meio, muita cólica, muito choro indefinido (deviam arranjar um aparelho que traduzisse o choro do bébé para algo mais concreto), muitas fraldas, muita confusão, muita opinião... Enfim os maçaricos dos "pais pela primeira vez tiveram as ajudas todas, com o que isso tem de bom e de terrível... Principalmente porque se tem aquela sensação que deixamos de ter o "nosso" espaço e tudo vem para ver o bébé, para dar opinião, para ajudar e para sobretudo opinar.. Dá jeito nalgumas situações, mas em dias mais complicados só atrapalha...
Agora com uma certa distância temporal desses primeiros tempos, sei que quando houver uma próxima vez, talvez seja tudo diferente... porque os pais já não são maçaricos e já não têem de levar com tantas opiniões, será?
E em sete meses aquilo que aprendemos é para o resto da vida... Principalmente o que eles (ditadores), ou melhor os bébés, nos ensinam...
A melhor coisa para mim é voltar a brincar sem vergonhas... Fazemos figuras de parvos, sem dúvida... Aos olhos de quem passa por mim na rua e me vê a falar com o meu bébé de 7 meses sobre assuntos fantásticos como Piu-Piu-Piu e o Miau-Fru-Fru, obviamente que pensa "lá vai mais uma doidinha que só tem olhos para o bébé"... Mas isto é do melhor que há... Não há nada mais relaxante do que chegar a casa, depois de um dia de trabalho cinzento chato, pegar num dos muitos bonecos espalhados pelo chão da sala e arrancar uma gargalhada deliciosa ao nosso ditador...Depois da brincadeira, vem o mimo e depois do mimo vem o sono e com 7 meses, ele já me dá a extraordinária felicidade de dormir uma noite inteira, sem breaks... e isso, agora e mais do que nunca, tem um valor incalculável, como nunca pensei que poderia ter.

sábado, 28 de junho de 2008

Puro ócio

Não queria tornar este blog numa espécie de guia da gravidez, day by day... O que é certo é que este tempo de ausência justifica-se por isso mesmo... Estou na recta final e a minha vida quase não é mais nada senão viver neste estado tão específico com tudo o que tem de bom e de menos bom.
Está um calor que não se pode. Acreditem em mim... Grande parte das pessoas não se apercebe, porque sai cedo de casa e passam as 8, 9, 10 horas seguintes no escritório com ar condicionado... Eu já não sabia o que era ter calor e não conseguir respirar em Lisboa.
Estou há alguns dias em casa. Baixa médica for the first time. Objectivo: descansar e caminhar até me doerem os pés...o que não é difícil tendo em conta que tenho não uma bola de basket, mas sim um saco de bolas de basket atadas à cintura para levar para todo o lado.
Fiquei a saber\sentir que já não sabia o que era não fazer nada... E curiosamente tenho tido dificuldade em lidar com esta minha limitação. Eu sei que não deveria sequer falar assim, tendo em conta que grande parte da sociedade não se importaria de ter uns dias de não fazer nada, mas deixem-me apenas confessar isto... tenho medo de me habituar... custa a entrar no não ritmo. Chamo-lhe desintoxicação do ritmo ditatorial do relógio...e se nos primeiros dias tudo se estranha, o problema é quando se entranha...
Tenho a certeza que não vai haver tempo para entrar no clube dos desocupados (sim porque até há por aí bastantes...), daqui por uma semana o António vai nascer e vai ocupar todo o tempo que ele quiser e precisar.
Já chega de ócio. Não fui feita para isto... Podem começar a mandar os tomates podres e os assobios... isto não é defeito é feitio.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Planeta Amizade


Sempre considerei a amizade uma preciosidade. E quando falo em amizade, tento ter o máximo respeito pela palavra em si... pois ela própria pode ter vários sentidos, dependendo de quem a sente, de quem a exprime, de quem a defende.
Não é nenhuma tarefa fácil mantê-la, alimentá-la... Por vezes perdemos-lhe o rasto, como se de uma borboleta se tratasse. "Tenho amigos que já não vejo há anos e não sei nada deles... " Quantas vezes dizemos isto? ... Amigos que não vemos, com quem não falamos, com quem não discutimos, conversamos, rimos, partilhamos... Amigos. E são-o na mesma? São. Para mim. O sentimento fica sempre, não voa como a efémera borboleta, fica. Mesmo na distância temporal, na distância física, espacial, circunstancial, a Amizade fica como tatuada, nem que seja pelas memórias, pelas recordações, pelas saudades.
Felizmente tenho sorte com a palavra Amizade. Adoro-a. Faz parte de mim. Preciso dela. Eu não sou ninguém sem ela.
E ela é um mundo cheio de pessoas, de almas, de feitios, de histórias de infância, de conversas de ontem, de planos para amanhã. A Amizade do meu mundo, do meu ser é tão rica e tão diversa que nem Darwin conseguiria catalogar... E para entrar nesse mundo nada é preciso fazer, não há bilheteira, nem selecção, basta ser e sentir, fazer parte com defeitos e qualidades, com inseguranças, com medos, com coragem... Para ser um habitante do meu planeta Amizade basta ser genuíno... aliás é esta a palavra mágica para entrar e nunca mais saír.
Bom fds

terça-feira, 6 de maio de 2008

Statements às 31 semanas


A minha barriga tem vida e vontade própria.

Já não consigo ver os meus pés.

Falta pouco tempo para que tudo volte à normalidade, ou seja continuar com barriga mas sem vida própria.

O sono às dez da noite faz-me esqueçer que existe um caminho a percorrer até ao vale dos lençóis.

A sede é constante, assim como a azia - felizes os que inventaram uma coisa muito farinhenta chamada Vingel.

O meu único desejo de grávida foi uma cervejola geladinha num destes fantásticos finais de dia...Tentei sem alcóol, mas não saciei.

Tenho dito...

Pura Inspiração

Hoje tive uma sensação estranha quando julguei estar a ficar baralhada da moleirinha... Isto de vir para aqui escrever tretas que nos passam pela alma, desabafos e felicidades, alegrias e tristezas, tem muita coisa envolvida e se calhar as pessoas que optam por não o fazer na blogosfera têem alguma razão...
Porque isto de ter um blogue (e eu nem sou muito stressada com estas coisas) é como ter e mostrar um espelho do que somos.. Obviamente que seria um espelho com alguns efeitos especiais, talvez com o vidro às cores e meio martelado, porque a nossa condição humanóide faz-nos ser proteccionistas em relação aos nossos tesouros (deprimentes ou não) mais interiores, e somos sempre selectivos no que escrevemos, porque sabemos que há sempre alguém que nos lê (são poucos mas bons) e o que escrevemos pode ter consequências nesse destinatário.. Se as pessoas me dizem que se riem do que eu escrevo aqui, fico muito contente... Se as pessoas dizem que se lembraram de mim nesta e naquela situação porque recordam o que eu escrevi sobre a D.Carla, entre outras tonteiras, é sinal que as minhas palavras fazem sentido e alguém no mundo se identifica com elas... Todos estes são bons exemplos... E talvez sejam um dos bons motivos para continuar a escrever para alguém ler, além do simples prazer de escrever sómente... Faço-o há muito tempo, desde que me lembro de aprender a escrever e isso dá-me um prazer fabuloso...
E mesmo nestes dias em que descobrimos que alguém fez copy paste de algumas frases e expressões de um dos nossos posts e assinou por baixo... mesmo que fique aquele desconforto e a palavra "plágio" a ameaçar saír cá para fora... o mais engrançado de tudo isto é perceber que se calhar não é tão mau assim ser copypastado como eu fui com o meu "Smells like Esteva" (publicado a 24/03/2008)... é sinal que o que eu escrevi é tão fixe, tão mágico e tão hipnótico que um dos efeitos que faz nas pessoas, é escrever quase igual ao que eu escrevi.. Pura inspiração, eu sou Pura Inspiração!!!! e para quem tenha dúvidas sobre o meu valor literário (eheheheh ... tenho o ego em cima confesso) confirmem http://fatacaparadise.blogspot.com/ - Post com o mesmo nome mas com uma data diferente 03/Abril/2008... Isto é sinal de que o efeito das minhas palavras dura dias e dias...É lindo!